ÚLTIMA ACTUALIZAÇÃO: 4 de Setembro de 2010 ____________________________________________________________________________________________________________
«A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade […]
«O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto.
«Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste.
«Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura.
«Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objectos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir»
Allan Kardec, O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, cap. XVI §8-9
«456. Vêem os Espíritos tudo o que fazemos? - Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam. Cada um, porém, só vê aquilo a que dá atenção. Não se ocupam com o que lhes é indiferente.
457. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos? - Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem actos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.
a) — Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta? - Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.
458. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam? - Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudar-vos.
459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos actos? - Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.
460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?
“Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto e, não raro, contrários uns aos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas ideias a se combaterem.
461. Como havemos de distinguir os pensamentos que nos são próprios dos que nos são sugeridos? - Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o homem com mais liberdade. Se se decide pelo bem, é voluntariamente que o pratica; se toma o mau caminho, maior será a sua responsabilidade.
462. É sempre de dentro de si mesmos que os homens inteligentes e de génio tiram suas ideias? - Algumas vezes, elas lhes vêm do seu próprio Espírito, porém, de outras muitas, lhes são sugeridas por Espíritos que os julgam capazes de compreendê-las e dignos de vulgarizá-las. Quando tais homens não as acham em si mesmos, apelam para a inspiração […]
464. Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito mau? - Estudai o caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. Compete-vos discernir»
Allan Kardec, OLIVRO DOS ESPÍRITOS, pt. II, cap. IX, §456-462, 464
«Não consigo explicar a mim mesmo como pode o homem aproveitar da experiência adquirida em suas anteriores existências, quando não se lembra delas, pois que […] deste modo, está sempre a recomeçar.
«Suponhamos que cada dia, ao despertar, perdemos a memória de tudo quanto fizemos no dia anterior; quando chegássemos aos setenta anos, não estaríamos mais adiantados do que aos dez; ao passo que recordando as nossas faltas, inaptidões e punições que disso nos provieram, esforçar-nos-emos por evitá-las.
«Para me servir da comparação que fizestes do homem, na Terra, com o aluno de um colégio, eu não compreendo como este poderia aproveitar as lições da quarta classe, não se lembrando do que aprendeu na anterior […]
«Tudo se encadeia no Espiritismo, e, quando se toma o conjunto, vê-se que seus princípios emanam uns dos outros, servindo-se mutuamente de apoio; e, então, o que parecia uma anomalia, contrária à justiça e à sabedoria de Deus, se torna natural e vem confirmar essa justiça e essa sabedoria. Tal é o problema do esquecimento do passado, que se prende a outras questões de não menor importância e, por isso, não farei aqui senão tocar levemente o assunto.
«Se em cada uma de suas existências um véu esconde o passado do Espírito, com isso nada perde ele das suas aquisições, apenas esquece o modo por que as conquistou.
«Servindo-me ainda da comparação supra com o aluno, direi que pouco importa saber onde, como, com que professores ele estudou as matérias de uma classe, uma vez que as saiba, quando passa para a classe seguinte […]
«É assim que, reencarnando, o homem traz por intuição e como ideias inatas, o que adquiriu em ciência e moralidade. Digo em moralidade porque, se no curso de uma existência ele se melhorou, se soube tirar proveito das lições da experiência, se tornará melhor quando voltar; seu
Espírito, amadurecido na escola do sofrimento e do trabalho, terá mais firmeza; longe de ter de recomeçar tudo, ele possui um fundo que vai sempre crescendo e sobre o qual se apoia para fazer maiores conquistas.
«A segunda parte da vossa objecção, relativa ao aniquilamento do pensamento, não tem base mais segura, porque esse olvido só se dá durante a vida corporal; uma vez terminada ela, o Espírito recobra a lembrança do seu passado; então poderá julgar do caminho que seguiu e do que lhe resta ainda fazer; de modo que não há essa solução de continuidade em sua vida espiritual, que é a vida normal do Espírito. Esse esquecimento temporário é um benefício da Providência; a experiência só se adquire, muitas vezes, por provas rudes e terríveis expiações, cuja recordação seria muito penosa e viria aumentar as angústias e tribulações da vida presente»
Allan Kardec, O QUE É O ESPIRITISMO, cap. I, pp. 127
- Leia a carta dirigida ao Movimento Espírita Português, subscrita pela Dra. Marlene Nobre, Presidente da Associação Médica-Espírita do Brasil e da Associação Médico-Espírita Internacional.
20 - O Reino de Deus, de Miramez / João Nunes Maia
27 - O Pai Nosso I
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2º Curso sobre Doutrina Espírita - Nível 1
Concluiu-se, no passado dia 16 de Junho, o 2º Curso sobre Doutrina Espírita nível 1, promovido pela nossa Associação. As aulas decorreram nas nossas instalações, procedendo-se a algumas alterações de mobiliário e actualizações de equipamento de modo a permitir maior comodidade e facilidade no aproveitamento didáctico dos temas e nos apontamentos. Este módulo iniciou-se com 25 participantes e terminou com 23 tendo havido, portanto, duas desistências motivadas por razões de turnos em horários de trabalho e de saúde. Os formandos tiveram oportunidade de ficar a conhecer melhor a Doutrina Espírita e outras doutrinas filosóficas, morais e religiosas, assim como a própria Associação pelo testemunho de alguns colaboradores que se disponibilizaram para falar das suas experiências enquanto palestrantes, passistas, doutrinadores, psicófonos e psicógrafos. A última aula contou com a presença dos dirigentes da AELA e das sessões mediúnicas que esclareceram o historial da Associação, os objectivos e dinâmicas da direcção da AELA e a especificidade de cada sessão. Os Presidentes do Órgão Espiritual, da Direcção da AELA e a monitora entregaram os Certificados deste Curso.